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Uma única injeção baseada em tecnologia de RNA pode representar um novo caminho para a recuperação do coração após um infarto. Em estudos pré-clínicos com ratos e porcos, o tratamento demonstrou melhorar a função cardíaca e reduzir os danos no tecido do órgão. Os resultados foram publicados em março na revista científica Science.
A terapia utiliza o chamado RNA autoamplificável (saRNA), uma versão mais avançada do mRNA. Diferente das vacinas, o objetivo não é estimular o sistema imunológico, mas fazer o próprio corpo produzir proteínas com efeito terapêutico.
Nesse caso, a aplicação é feita no músculo como o da perna induzindo a produção de uma proteína conhecida como pró-ANP, associada à proteção cardiovascular. Após ser produzida, essa proteína entra na corrente sanguínea e atua diretamente no coração, ajudando a reduzir os danos causados pelo infarto e melhorando seu funcionamento.
Outro diferencial é que o saRNA permanece ativo por mais tempo no organismo, permitindo a produção contínua da proteína por dias ou até semanas o que pode potencializar os efeitos do tratamento.
Apesar dos resultados promissores, os cientistas ressaltam que a terapia ainda está em fase experimental e precisa passar por testes em humanos antes de se tornar uma opção disponível na prática clínica.
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